Design

Design não é arte, não é artesanato, não é publicidade, não é arquitetura nem informática. Apesar dessa multidisciplinaridade, o design prevalece como uma ciência autônoma que se vale da tecnologia e de outros aspectos em comum, como as ferramentas gráficas da informática, a influência e as relações com os períodos históricos artísticos e as pesquisas e fundamentações do marketing.

O design, quando bem aplicado, aumenta o potencial competitivo da empresa, pois melhora aspectos funcionais, ergonômicos e visuais do produto, ao atender às necessidades do consumidor e trazer-lhe conforto, segurança e satisfação.

Design é a idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de objetos que serão produzidos industrialmente ou por meio de sistema de produção seriada e que demandem padronização dos componentes, compatibilização do desenho para construção em maquinário mecânico ou manual, envolvendo a repetição das diferentes etapas de produção. Essa é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo ou para a solução de um problema.

Ramificações

Atualmente, existem diversas ramificações em design. Entretanto, para a área de Tecnologias da Informação e Comunicação, destacam-se:

 
Design Visual

É o design que atua em qualquer mídia ou suporte da comunicação visual. Trata-se de uma terminologia que abrange todas as extensas especializações existentes no design aplicado à comunicação que se utiliza de canal visual para transmissão de mensagens, justamente por este termo relacionar-se ao conceito de linguagem visual de alguns meios de comunicação e não se limitar ao suporte de determinada mídia envolvida, assim como fazem os termos design gráfico ou design digital.

 
Design Gráfico

É uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma ideia, por meio de técnicas formais. Pode-se ainda considerá-lo como um meio de estruturar e dar forma à comunicação impressa, em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre imagem e texto. No século 21, a participação do design gráfico expandiu-se para os meios digitais e é utilizado na criação de sites, portais eletrônicos, softwares e diversas outras áreas relacionadas ao design digital.

 
Design Digital

Usa a criatividade e a técnica para desenvolver interfaces digitais interativas, atrativas e eficazes. Essa especialização da área de design visual é necessária para atender às necessidades geradas pelo surgimento e pela rápida evolução da mídia digital. O profissional dessa área concilia os conhecimentos da programação visual – criatividade, senso estético, embasamento visual cultural, estudo da forma voltados aos variados tipos de suporte da mídia digital – com a técnica destinada ao uso das ferramentas adequadas do meio de produção digital para criar soluções para mídia digital e interativa.

 
Design de Interação

É a área do design especializada no projeto de artefatos interativos, como websites, PDAs, jogos eletrônicos e softwares. O foco de pesquisa e estudo são as relações humanas tecidas por meio de artefatos interativos, que funcionam também como meios de comunicação interpessoal. É uma vertente do design cuja filosofia prega o desenvolvimento de projetos a partir da aplicação de conceitos construídos com base na observação das experiências e de testes com usuários.
Sua aplicação visa à melhoria da relação homem-máquina, já que o sucesso de um produto no mercado depende muito da experiência interativa que ele pode proporcionar. Alguns benefícios são:

  • Adequar respostas do sistema às entradas do usuário
  • Balancear interação e funcionalidade
  • Prevenir erros do usuário

Aplicando estes conhecimentos, os designers de interação criam produtos e serviços de maior usabilidade, sob o conceito do Design Centrado no Usuário, que leva em conta os objetivos, funções, experiências, necessidades e desejos dos usuários.

 
Design Emocional

Valoriza a necessidade de humanizar objetos. “As pessoas estão procurando personalização, humanização, produtos que atendam mais a seus próprios desejos do que diretamente à funcionalidade. Elas buscam os produtos como símbolo de status social”, afirma Edu Agni, UX designer especialista em projetos de interface.
Agni diz que, antes mesmo de iniciar um trabalho, busca intrigar-se com três simples perguntas: consigo usá-lo? devo usá-lo? desejo usá-lo? A última interrogação é a mais importante, em virtude justamente do design emocional. “Seres humanos respondem socialmente às suas interações com máquinas. Eles buscam sempre alguma metáfora que ligue aquela tecnologia ao contexto social em que vivem”. Para ele, em se tratando de design emocional, aquela velha máxima de Descartes, “penso, logo existo”, deve ser trocada por “sinto, logo existo”. Isso porque, enquanto o mundo dos negócios atende à lógica das coisas, o mundo do consumidor é absolutamente orientado pela emoção em adquiri-las (ou não).

 
Design de Serviços

É a atividade de planejar e organizar pessoas, infraestrutura, comunicação e componentes materiais de um serviço, de forma a melhorar a qualidade e a interação entre a empresa provedora do serviço e os consumidores. Essencialmente, o design de serviços tenta responder a algumas perguntas básicas que dizem respeito à experiência das pessoas ao interagirem com determinado serviço.

  • Como deve ser a experiência do consumidor ao usar este serviço?
  • Como deve ser a experiência do funcionário ao prestar este serviço?
  • Como uma empresa se mantém fiel à sua missão e se mantém relevante para o consumidor ao mesmo tempo?

Utilizando metodologias do design, o design de serviços trabalha para entender o perfil dos consumidores, seus desejos e suas necessidades, a fim de garantir que determinado serviço seja competitivo para o mercado e relevante para quem o usa.

 
Design de Informação

Design de informação ou infodesign é uma área do design gráfico que lida detalhadamente com o projeto da informação visual. Seu objetivo principal é melhorar a forma como o usuário adquire informação em sistemas de comunicação analógicos e digitais.
Um dos objetivos do design de informação é equacionar os aspectos sintáticos, semânticos e pragmáticos que envolvem os sistemas de informação, por meio da contextualização, planejamento, produção e interface gráfica da informação junto ao seu público-alvo. Abrange vários campos, como ilustração, fotografia, cartografia, design gráfico, design industrial, arquitetura e psicologia experimental.

 

 
Design Responsivo

É uma abordagem de web design destinada a elaborar sites para fornecer uma ótima experiência de visualização, fácil leitura e navegação, com um mínimo de redimensionamento e visionamento, para uma ampla gama de monitores de computador, TVs e diversos dispositivos móveis.
Um website definido como responsivo adapta sua exibição para o ambiente de visualização, ao usar grades proporcionais e fluídas, imagens flexíveis, e media queries CSS3. Dessa forma, em vez de se criar dois sites distintos, um para desktop e outro para atender os usuários de mobile, é possível fazer apenas um site, que se adapta à tela na qual for carregado.

 
Design Thinking

São os conjuntos de métodos e processos para abordar problemas relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e proposta de soluções. Como uma abordagem, é considerada a capacidade para combinar empatia no contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto, para incentivar a criatividade na geração, análise ou adaptação de soluções. A influência do design thinking cresce entre diversas disciplinas, como uma forma de abordar e solucionar problemas. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação, a fim de elevar o nível de inovação.
É um método prático-criativo de solução de problemas ou questões, com vistas a um resultado futuro. Nesse sentido, é uma forma de pensar baseada em soluções ou focada em soluções. O processo começa com o objetivo de criar soluções, em vez de partir da constatação da existência de um determinado problema.

 
Design Centrado no Usuário

É o processo de design em que as necessidades, desejos e limitações do ser humano são levados em conta durante todas as fases de concepção e desenvolvimento de um projeto. É humanizar tecnologias, ou seja, desenvolver produtos focados nas pessoas.
Envolve 4 etapas, muito bem definidas e importantes:

  1. identificar requisitos;
  2. criar soluções alternativas;
  3. construir protótipos testáveis;
  4. avaliar com usuários.

Depois deste processo, o produto vai para desenvolvimento, com um design mais relacionado ao usuário.

 
Design Universal, ou Design Total ou Design Inclusivo

É um enfoque do design de produtos, serviços e ambientes, a fim de que sejam usáveis pelo maior número de pessoas possível, independente de idade, habilidade ou situação. Está diretamente relacionado ao conceito de sociedade inclusiva e sua importância tem sido reconhecida por governos, empresários e indústrias.
No Design Universal, o designer estuda uma série de questões que geralmente não são abordadas em um projeto comum, porque ele precisa considerar todas as possibilidades de uso por usuários muito diferentes. Isso inclui questões sociais, históricas, antropológicas, econômicas, políticas, tecnológicas e, principalmente, de ergonomia e usabilidade.

 
Design Ecológico ou Ecodesign

É uma crescente tendência mundial nos campos da arquitetura, engenharia e design, em que o objetivo principal é desenvolver produtos, sistemas e serviços que reduzam o uso de recursos não-renováveis e/ou minimizem o seu impacto ambiental, isto é, que sejam amigáveis para o meio ambiente.
O ecodesign é a aplicação prática de requisitos ambientais desde o inicio do projeto, substituindo matéria-prima, materiais, tecnologia, processos e manufatura por outros, menos nocivos ao meio ambiente. O design ecológico, além do papel tecnológico, de otimização, também tem um papel educativo, já que conscientiza o consumidor sobre os impactos negativos no ambiente e como é possível minimizá-los pelo consumo de produtos, sistemas e serviços ecológicos.

 
Design Atômico

É uma nova metodologia para criação e desenvolvimento de layouts, por meio de sistemas de interface modulares. É, na verdade, uma analogia para explicar como os diferentes componentes de uma página podem interagir.
O design atômico parte do pressuposto que as páginas na internet são sistemas, ou seja, conjuntos de elementos interconectados que formam um todo organizado. Inspirado pelas aulas de química do colegial, Brad Frost, o webdesigner que cunhou o termo, percebeu que os componentes de uma página da internet se comportam de maneira muito parecida com a de átomos, moléculas e organismos. Páginas na internet são basicamente compostas de um grupo finito de elementos (tags HTML), que podem se agrupar de diferentes maneiras para criar sistemas complexos.